• Speed

    Speed

    ★★★★

    Sempre que eu achava que esse filme era perfeito ele ia lá e mostrava que conseguia ficar melhor.

  • Tenet

    Tenet

    ★★½

    Meu próprio tenet:

    1. Eu gostei da iniciativa da experiência, de mostrar o payoff da ação antes de estabelecer ela.

    2. A experiência é falha. O filme “soa” estranho o tempo inteiro, e não porque o experimento foi bem sucedido, e sim porque ele matou qualquer drama e situação que o filme poderia ter.

    3. Porém, quando eu percebi que esse era o maior problema do filme e que ele não ia conseguir solucionar, eu meio que me desapeguei de…

  • Along the Coast

    Along the Coast

    ★★★★

    Nada como chorar com a troca das estações e a passagem do tempo.

  • The Pleasure of Love in Iran

    The Pleasure of Love in Iran

    ★★★½

    De corps et de décors

    Esse curta da Agnès Varda tem seis minutos, mal tem história e mesmo assim eu sinto como se tivesse ouvido aquela minha tia que viaja pelo mundo me contar o que aconteceu quando ela viajou pelo Irã — o que ela sentiu, o que ela percebeu, o que ela estudou sobre a cultura e a história. Varda fazia ter uma curiosidade imensa ser algo divertido.

  • The Father

    The Father

    ★★★★½

    Eu já sei que o prêmio que vai me dar mais raiva no Oscar esse ano vai ser quando Meu Pai não levar Melhor Montagem. Se tem um filme esse ano que consegue traduzir o interior de seu personagem em imagem, é esse aqui.

  • Godzilla

    Godzilla

    ★★★★★

    This review may contain spoilers. I can handle the truth.

    A verdadeira definição de um filme-evento. Godzilla captura com perfeição as preocupações e o desespero do Japão que ainda vive sob a sombra da bomba nucelar, que captura tanto o seu medo quanto o respeito pela ciência — esse é o país que literalmente usou a tecnologia que destruiu suas cidades para suprir energia para a reconstrução e desenvolvimento dele.

    E faz tudo isso ao mesmo tempo que define o filme de monstro com tanta naturalidade. Ele maneja tão bem…

  • Underwater

    Underwater

    ★★★½

    Fica meio bobo no final, mas até ali é aquele tipo de filme compacto na medida, usando os clichês como backstory suficiente para se preocupar só com a ação.

    E Kirsten Stewart entrega muito — o modo como ela treme de pavor na escuridão enquanto tenta se segurar, fazendo o corpo mais vibrar do que se mexer mesmo é aquele tipo de atuação contida que ela se especializou e que domina como poucos.

  • Zodiac

    Zodiac

    ★★★★★

    A primeira vez que o filme nos explica que não existem muitas pessoas que têm porão na Califórnia, eu penso “ah sim, Fincher aproveitando para enriquecer o contexto da época do filme através de observações cheias de textura”

    A segunda vez eu penso “hmm esse cara pode ser um suspeito…”

    Mas daí vem a terceira vez e eu já tô “filho da PUTA sai logo dessa MERDA tu vai MORRER”.

    Uma obra-prima que nos reduz aos sentimentos mais primordiais de medo, paranóia e obsessão. Um filme perfeito.

  • Godzilla

    Godzilla

    ★★★★

    Minha opinião é bem semelhante à de Mary Conti. Esse Godzilla é o blockbuster mais spielberguiano desde Jurassic Park e chega a ser emocionante ver como Eswards vê e enquadra as entradas do monstro com maestria, vendo o Zilla como a força da natureza que é. Nessa revisão eu achei o drama humano que pontua os temporais e terremotos que acompanham a criatura muito mais eficaz — eles não precisam ser interessantes, eles precisam ser um retrato do nosso medo de ser posto contra a força da natureza que a gente tenta tanto controlar, mas que assume o controle com força.

  • Plan 9 from Outer Space

    Plan 9 from Outer Space

    É difícil. A fama que precede esse filme é tão grande que o simples fato de ela nos preparar para o que talvez seja o pior filme já feito nos posiciona como espectadores. A gente vê Plano 9 pra nos divertirmos com a inaptidão de Ed Wood como um cineasta, e o filme entrega isso.

    Mas também entrega uma inocência e uma criatividade que nenhum orçamento poderia pagar, e que resultou em algo que simplesmente vai muito além de qualquer intenção…

  • Monster Trucks

    Monster Trucks

    ★★

    Uma história bem basicona com um monte de personagens humanos chatos e pouco simpáticos. Não tem muita nuance em seu conflito central, mas não acredito que isso seja ruim: Big Oil quer destruir um ecossistema porque é rico em petróleo, e sabemos que eles seriam totalmente capazes de fazer isso.

    A estrela deste filme é Creech, o monstro da caminhonete. Desde a morte da Vivi eu tenho um carinho especial por esse tipo de história da confiança crescente entre um…

  • In the Mood for Love

    In the Mood for Love

    ★★★★★

    O que é que eu posso acrescentar a esse filme que já não tenha sido escrito, discutido ou sentido? Amor à Flor da Pele é bonito demais, doloroso demais, apaixonante demais.