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  • Casino Royale

    Casino Royale

    ★★★★

    Eu acho esse filme bom demais, curto muito toda a parte no jogo de pôquer, que é algo que eu não entendo nem um pouco mas acho muito chique. Esse também foi o primeiro 007 que eu já vi, então pra mim Daniel Craig sempre foi perfeito pra esse papel (gato demais também plmdds).

    Eu gosto tanto do filme como um grande jogo de pôquer que nessa revisão eu fiquei impaciente até essa parte do filme chegar. Me deu vontade…

  • The Child

    The Child

    ★★★★½

    Os filmes dos irmãos Dardenne tem essa qualidade estranha: eles parecem antidramáticos, observando a vida de pessoas em um cotidiano simples e, muitas vezes, nas margens da sociedade; mas eles também têm esse aspecto inescapável da tragédia, de que aquilo que as pessoas fazem para tentar sobreviver é aquilo que vai levar elas pro fim.

    A Criança talvez seja o melhor exemplo disso. Um casal têm um filho, mas não têm dinheiro pra sobreviver e a estrutura social da Bélgica…

  • From Up on Poppy Hill

    From Up on Poppy Hill

    ★★½

    É difícil tentar resumir o que faz os filmes do Estúdio Ghibli tão especiais, pra poder indicar o que Da Colina Kokuriko não faz. E eu não quero tentar. Os filmes do Ghibli são pequenas peças mágicas que encontram a magia no cotidiano e o comum no mágico — uma história de amor que acontece no tempo e no lugar certo; uma jornada mágica de crescimento onde a bondade precisa ser provada.

    E isso existe em Da Colina Kokuriko, acompanhado…

  • Safe

    Safe

    ★★★★★

    Que filme incrível, e talvez seja o melhor exemplo que eu já vi do que faz Todd Haynes ser um grande diretor. Mal do Século torna o ambiente ao redor de Carol, interpretada por Julianne Moore, asfixiante: os planos abertos se “fecham” ao redor da personagem; os closes, através de vidraças e máscaras, sufocam.

    Essa técnica torna o mal do filme em algo inescapável: ele é invisível e ele está em todo o lugar, no ar e nas pessoas, nas…

  • My Dinner with Andre

    My Dinner with Andre

    ★★★★★

    Ok, antes de comentar um pouco do que provavelmente é o melhor filme e eu vi em anos, deixa eu explicar aqui que eu não posso ser considerado ~cinéfilo~. Todos os filmes que eu vi são praticamente uma tentativa de pegar todas as referências de Community (eu inclusive comecei a ver filmes com mais interesse quando comecei a assistir a série em 2009 mesmo), e Meu Jantar com André é um dos pilares que a série referenciou e que eu ainda não…

  • Incredibles 2

    Incredibles 2

    ★★★★

    Talvez eu tenha pego muito pesado com Os Incríveis 2 nos últimos anos por motivos pessoais. Assistindo no idioma original dessa vez me fez gostar mais do filme (eu tenho Problemas™ com a dublagem desse em particular), embora eu ainda ache que é menos bem acabado que o original. Não me incomoda mais que é uma continuação direta do primeiro filme, e na verdade eu acho que é uma boa continuação temática: Beto precisa pôr a prova seu amor pela…

  • Bad Education

    Bad Education

    ★★★½

    Surpreso pelo quanto eu gostei e com o quanto me surpreendi com Má Educação e onde ele estava me levando. Tem seus problemas de ritmo e pro final parece muito que vai tirar um David O. Russell da cartola (musiquinha pra fechar os arcos dramáticos como se fosse trabalho suficiente), mas evita isso construindo muito bem cada um dos personagens antes de expôr o sistema de corrupção que eles criaram e arruinado por um de seus estudantes. É um filme…

  • Midsommar

    Midsommar

    ★★★★

    Gostei bem mais assistindo (pela internet) com a Aldry, sedento de sono, e me asfixiando de tanto comer. Embora eu ache Hereditário melhor, O Mal Não Espera a Noite é claramente um avanço de Ari Aster em todos os sentidos. Ele modula o tom melhor, faz o terror pesar com eficácia (em 150 minutos de filme, é preciso concentrar esse terror para ele não perder força pela exposição), e desenvolve o tema mais claramente. Eu prefiro a faca no estômago…

  • The Assistant

    The Assistant

    ★★★★½

    Um dos filmes mais essenciais que eu vi nos últimos anos, Kitty Green cria um dia na rotina de uma assistente de um produtor executivo à Harvey Weinstein. O que resulta: um retrato minimalista em como o espaço de trabalho que esvazia a alma de sua protagonista, retira dela agência e poder. Green constrói toda a ação desse espaço num silêncio que cada vez mais endurece a protagonista e asfixia qualquer chance que ela tem de agir diferente. Seja com planos fechados ou desorientantes, ou com espaços negativos que exalam a toxicidade do espaço em que ela trabalha. É um filme gigante.

  • Ema

    Ema

    ★★★½

    Tem duas coisas acontecendo em Ema. Uma delas eu gosto muito, e a outra eu ia gostar mais se fosse mais resolvido.

    A primeira é a história de um casal de artistas onde ele sufoca ela criativamente pra manter sua própria arte relevante enquanto ela não se expressa. É semelhante à História de um Casamento nesse sentido. A outra é a história de um casal que falha como pais adotivos, devolve a criança, e questionam seus papéis no relacionamento e…

  • Night Moves

    Night Moves

    ★★★★

    Amo diretores humanistas aplicando seu rigor na direção em thrillers. Como A Garota Desconhecida dos Dardenne, Movimentos Noturnos é mal lembrado por não ser um filme como os outros da Reichardt — mas se você olhar bem, para além da superfície do thriller, esse é um filme dela por excelência: pessoas isoladas, sem uma rede de suporte, levando suas rotinas até que o peso delas, ou de suas ambições, é grande demais pra aguentar. O modo como Jesse Eisenberg entrega esse peso na tela é fantástico.

  • Gates of the Night

    Gates of the Night

    ★★★★

    Maiores crimes que a nouvelle vague cometeu foi (1) não considerar Agnès Varda como parte dela por anos e (2) matar o legado do Carné, um diretor que modula tema como ele modula estilo. Os Portões da Noite é um filme belíssimo, onde a tragédia está sempre nas sombras (e tem *muita* sombra nesse filme). É operístico e melodramático, mas eu não acho isso um problema. Carné conseguia unir tom e estilo tão bem que o mundo desses personagens era…