Martírio

Martírio ★★★★★

Paulada. Ver o massacre dos guarani-kaiowá em meio às imagens de pessoas do calibre de Reinaldo Azambuja e Kátia Abreu é de revirar o estômago. Carelli toma partido mas sempre articula seu discurso de maneira objetiva: o filme fala por si só. Não há vergonha em parar o carro e "chorar copiosamente": não dá para se manter impassível frente a uma luta de cinco séculos que agora mesmo resiste a mais uma onda de retrocesso.
A cena na qual o líder Aílton Krenak pinta seu rosto durante a Assembleia Constituinte - o real, o aqui e agora, atemporal - é uma das mais contundentes da história do cinema mundial, sem exagero.

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