Shocker ★★★½

Não sou adepto do Shocker como obra decisiva no corpo dos trabalhos de Craven, mas sou radicalmente contrário a quem considera o filme um equivoco. Eu o acho bem forte em muitos momentos, especialmente as parte finais. Peter Berg é um lead adequado ao estilo desperado dos seus heróis. O campo eletromagnético é um assunto fascinante ao qual muitos caras fodas se dedicam. O filme é basicamente sobre isso, sobre a possibilidade de se triunfar sobre o mal mesmo numa camada de existência que não podemos compreender ao todo. Como evitar a cena em que eles se perseguem trocando de canais na televisão. Brilhante. O filme como um todo não o é, nem de perto, tem momentos ruins, nem todo o clima de corrida contra o tempo é tão forte quanto acho que ele quer. É um filme que justifica revisões, um olhar atento. Não é excelente, mas há muito de bom.