The Prom ★★½

A Festa de Formatura tem uma história bonita, um elenco estrelar, músicas legais e muito potencial. Pena que os problemas também são grandes e avassaladores.

O filme tem tantas subtramas que chega a esquecer da formatura em dado momento. Algumas delas são importantes tematicamente, mas só incham uma produção que acaba ficando longa demais.

Isso também atrapalha o desenvolvimento de vários personagens que ficam presos num tornado que não os deixa crescer. Rola no final, mas soa forçado demais em alguns casos.

Claro que ter Meryl Streep em cena faz qualquer filme crescer, mas, em contrapartida, James Corden é canastrão demais pra entrar no tom. Ele é um sujeito carismático que sabe cantar, dançar e tudo mais, porém sempre parece estar querendo arrancar um riso do espectador. O que o deixa exagerado nos momentos de comédia mais sutis e completamente deslocado nas sequências dramáticas.

E, por fim, temos Ryan Murphy. Eu não gosto do jeito como ele filma há muito tempo, principalmente pela maneira como sua câmera insiste em mostrar mais as reações de quem está em volta do que o acontecimento em si ao mesmo em que se aproxima dos personagens de forma inconsciente. Como se estivesse em dúvida sobre o nível de aproximação que quer criar.

O resultado disso em A Festa de Formatura é uma câmera em plano médio que pode sentida de forma errônea em dois aspectos: não consegue aproveitar toda a grandiosidade que os números musicais pedem e oferecem; não deixa o espectador se conectar de verdade com certos personagens, preferindo apelar pro dramalhão apenas em momentos específicos.

Claro que o filme tem bons momentos. Inclusive, sua mensagem final de inclusão tem potencial pra arrancar lágrimas. No entanto, isso vai acontecer mais pela temática do que pelo filme em si. Porque esse não empolga, nem chega perto de alcançar seu potencial.