The Warning ★★★★

Um longa bem dirigido que parte de uma premissa realmente curiosa: entrelaçar duas histórias a partir de um padrão numérico que resulta na morte de alguma pessoa no dia 12 de abril.

O ponto de partida é um assalto que termina com um homem baleado. Quando seu amigo descobre o padrão por trás daquele evento, entra uma espiral de paranóia para tentar quebrar o ciclo. Ao mesmo, dez anos no futuro, um garoto parece estar no caminho para cumprir seu papel nessa repetição.

O filme, em termos gerais, costuma as duas tranças com muito cuidado e paciência, posicionando pistas e revelando cada peça da revivolta principal na hora exata. Sempre contando com uma montagem que vai e volta no tempo de uma maneira que cria muita tensão. São como capítulos de um livro que acabam num gancho e mudam de foco, deixando o espectador encabulado com o que vai acontecer ou como as duas linhas temporais vão se amarrar. E isso se mostra bastante recompensador, mesmo quando percebemos que o segredo em si estava bem claro.

No entanto, apesar das duas histórias cumprirem seu papel com perfeição (e toneladas de tensão) no terceiro ato, a diferença entre elas é a única coisa que incomoda no filme.

Enquanto a trama de Jon é acelerada, cheia de teorias da conspiração e sacadas interessantes, a história de Nico demora demais pra engatar e realmente prender a atenção do espectador. Isso sem contar que boa parte do suspense em torno dela se apoia numa mãe que insiste que o filho enfrente uma possível ameaça de morte para vencer o medo. Achei isso tão absurdo que saia da imersão toda vez que ela tentava convencer o garoto que isso fazia sentido.

Também acho a cena final um pouco cafona e forçada demais, porém no geral curti a amarração das tranças e o suspense produzido através da edição. Tem virtudes suficientes pra prender a atenção e valer a visita ao posto.

Obs: Teria sido interessante e bastante bizarro ver esse filme há seis dias atrás kkkk