Crawl ★★★

O cinema americano estava precisando de um filme de monstro que remetesse a tosqueiras como “Pânico no Lago”, “Anaconda”, “Do Fundo do Mar”, “Serpentes a Bordo” e alguns outros menos famosos e mais exagerados de super animais. Mas eis que chega “Predadores Assassinos”(e a trasheira já está no título nacional, afinal predadores geralmente são assassinos, não?).

“Crawl”, o título original, ou “Rastejar” em tradução literal, faz alusão aos répteis que tomam uma cidade americana durante um furacão, mas também está ligado a aptidão da protagonista, nadadora exímia, mas que vem colecionando muitos segundos lugares nas competições de natação.
Junta-se a isso problemas de relacionamento com a família, principalmente com o pai, que por muito tempo foi seu treinador e temos a heroína padrão. Com o roteiro bem amarrado, o filme segue a linha de clichês para filmes de predadores...assassinos, com presas vulneráveis, ações descabidas dos humanos, subversão da lógica e tantas outras situações que fazem a plateia gritar e muitas vezes xingar (em voz alta na sala de cinema) com as atitudes da mocinha. 

O cinema pipoca como conhecemos tem essa característica, de envolver inclusive fisicamente o espectador. O experiente diretor Alexandre Aja, sabe os caminhos dos sustos, das cenas de tensão e usa bem os espaços de um porão e consequentemente de uma casa nos padrões americanos para abrigar os jacarés gigantes. 

Para quem gosta do gênero, e sente falta de filmes com essa proposta tem em “Predadores Assassinos” uma ótima oportunidade para se divertir, de preferência numa sessão de um domingo à tarde em uma sala cheia e com um balde bem grande de pipoca.