The Villainess ★★½

Depois de “Atômica” chega aos cinemas “A Vilã”, dois filmes de ação hardcore com protagonistas femininas, conscientes de sua força e talentos, a única diferença é que enquanto a personagem Lorraine Broughton (Charlize Theron) é empoderada e luta por uma causa, Sook-hee (Ok-bin Kim), é uma pobre menina que assisti o assassinato de seu pai, e a partir deste fato, ela é abusada e enganada pelos homens a sua volta.

Sook-hee é frágil, diante de um amante usurpador ela vacila e ainda alimenta expectativas de uma “donzela” antiquada.

Enquanto é sequestrada e treinada para ser uma assassina, a menina cresce e canaliza toda sua motivação em continuar a viver para encontrar o verdadeiro assassino de seu pai e se vingar.

O roteiro e a direção é do sul-coreano Byung-gil Jung que junto com a fotografia de Jung-hun Park e a montagem de Sun-mi Heo, conseguem realizar um filme eletrizante e que tem muito do seu valor na invenção e escolha dos planos.

O roteiro de Byung-gil Jung, lembra muito a jornada de “Nikita – Criada para Matar” (1990) de Jean Luc Besson, que como a nossa protagonista ao ser presa recebe a oportunidade de entrar para uma organização de assassinos, com um contrato após o treinamento, de cumprir serviços em “regime aberto” durante 10 anos, assumindo uma nova identidade e uma vida de fachada que à possibilita criar a filha o mais próximo de uma certa normalidade.

A sequência inicial filmada numa subjetiva, é bela apesar da violência delirante e lembra sequências do polêmico game dos anos 90, “Doom”.

Minha questão neste filme é o porquê do título “A Vilã” e qual o sentido da última cena do filme? Se alguém tiver alguma resposta, por favor.