Julio Bezerra
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  • Wanda

    Wanda

    ★★★★½

    Que filme bonito. Faria um par bacana com Arábia. Barbara Loden adentra o território opaco e ambíguo de repressão tácita que define a condição das mulheres. E ela o faz num difícil equilíbrio entre generosidade e secura. Wanda não se enquadra em seu ambiente, não pertence a nenhum lugar. Sua presença incomoda aos homens à sua volta (o que não a impede de ser um objeto sexual). Wanda não sabe para onde ir. Ela não tem para onde ir. Talvez…

  • Araby

    Araby

    ★★★★

    Eu preciso ver esse filme novamente. Cristiano não se revolta. Não briga. Não reclama. Ele insiste. Ele tenta. Ele contempla. Ele sobrevive. Sozinho. Sempre sozinho, mesmo quando acompanhado. Sua errância não se desmembra em pontos altos e baixos. São pontos, apenas. Embora nada seja absolutamente extraordinário, Cristiano viveu aquelas tardes frescas com tangerinas, as cantorias com os amigos. Ele teve, sobretudo, Ana e aquela noite num parque. Arábia trava distâncias com um certo realismo e busca na literatura, na teatralidade,…

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  • Body Electric

    Body Electric

    ★★★★

    Que filme bonito. Sem julgamentos. Sem preconceitos. Sem vítimas. Sem heróis. Sem bandidos. Um filme vivido por migrantes, refugiados, operários, gays e travestis. A narrativa avança sem drama. Os personagens caminham sem cortes. O naturalismo se deita com uma sensação quase mágica. Um filme feito de encontros, desejos, corpos e esperança. Vez ou outra uma bronca se anuncia. O ciúme se avizinha. Tensões familiares ameaçam a leveza do ar. Mas "Corpo elétrico" e seus personagens não têm tempo para essas…

  • The Ascent

    The Ascent

    ★★★★★

    É um filme russo por excelência: Segunda Guerra Mundial, inverno rigoroso, a luz áspera e fria, grandes atores, dilemas morais insuperáveis etc. Larisa Shepitko foi aluna de Alexander Dovzhenko e seria curioso investigar as evidentes afinidades entre os dois, em um equilíbrio bem particular entre uma mise-en-scène materialista, de gestos físicos bem demarcados, e uma religiosidade que brota como larva dos corpos, dos rostos, da neve. A câmera de Vladimir Chukhnov segue os personagens intimamente, por meio de enquadramentos incomuns…