The Man Who Copied ★★★★

This review may contain spoilers. I can handle the truth.

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O filme vive de uma enorme empatia; mostra os dilemas quotidianos de quem é pobre e na caixa do supermercado tem de escolher se leva o detergente ou a carne, porque lhe faltam uns cêntimos. De quem tem de vir a pé no caminho para casa porque gastou o dinheiro para a passagem de "ônibus de regresso" num café utilitário. Esta empatia faz muita falta no grande ecrã.

Fiquei muito curioso sobre o destino dado a tanto artefato produzido pelo filme. Haverá um acervo d'O Homem que Copiava"? Um museu onde estejam à vista os recortes do personagem principal, os comics que fazia ou o esquiço original da escultura triangular que manda construir. E como foi tirar a foto daquela galinha com o bombeiro?

De forma subtil, até romântica, é explicada a força e a relevância da poesia, como se chega a verdades intemporais sobre o tempo (ah!) através da beleza, do jogo da palavra. Aquele poema de tradução aliciante do Shakespeare a rolar na boca do André é para escutar e re-escutar.

[Spoilers] Pode inserir-se na categoria de "filme-que-é-preciso-ver-até-ao-fim-para-desvendar-totalmente-o-enredo" tal como o incontornável "Usual Suspects" em que Kevin Spacey faz de Keyser Söze ( en.wikipedia.org/wiki/Keyser_S%C3%B6ze ).

Fred liked this review