Luiz has written 36 reviews for films rated ★★★ .

  • The Offer

    The Offer

    ★★★

    Comentários em live com os colegas Marcelo Janot, Luiz Fernando Gallego e Maria Caú.

  • Flee

    Flee

    ★★★

    A decisão de lançar, nos cinemas brasileiros, a obra com um título anglófono talvez prive alguns espectadores de Flee: Nenhum lugar para chamar de lar (Flugt, 2021) de uma importante chave de leitura. Tanto o dinamarquês flugt quanto o inglês flee se traduzem como “fugir” ou “escapar”, significado que diz respeito a – no mínimo – quatro momentos da narrativa. O primeiro, e mais direto, trata da guerra: em um contexto de conflito civil no Afeganistão, o protagonista e sua…

  • Superior

    Superior

    ★★★

    A relação ambígua entre a imagem e seu duplo, diante do qual atuam mecanismos de identificação ou repulsa, é ao menos tão antiga quanto o Ocidente. Dentre estes mitos que ressoam em nossa cultura desde a Grécia Antiga, talvez o asde Narciso ofereça o melhor exemplo: na conhecida história, o fascínio com o reflexo leva, em última instância, à própria morte, sintetizando assim a sedução e o perigo inerentes à imagem duplicada. Em outra e menos difundida versão, por sua…

  • Malignant

    Malignant

    ★★★

    Wan is no Cronenberg...

  • Never Let Me Go

    Never Let Me Go

    ★★★

    what if michael bay hadn't directed the island

  • Who Was Edgar Allan?

    Who Was Edgar Allan?

    ★★★

    Já na metade do filme, Michael Haneke quebra a “quarta parede”. Brechtianamente, como em Violência gratuita (Funny games, 1997), o protagonista olha diretamente para o público e convoca sua opinião. O jovem e inominado estudante de história da arte introduz a figura de Hop-Frog, o anão, enquanto a câmera se afasta gradualmente e revela a arquitetura cênica. No conto de Edgar Allan Poe, o bobo da corte resolve vingar-se do rei e de seus ministros, que o obrigavam a beber…

  • Vanity

    Vanity

    ★★★

    Le cinéma comme le désir échoué de contrôler la mort.

  • Filming Haneke

    Filming Haneke

    ★★★

    A figura de um intelectual austero acompanha a imagem de Michael Haneke. Não só a rigidez de sua aparência - cabelos grisalhos, raros sorrisos e olhar penetrante -, também sua postura pública justifica semelhantes percepções. Pouco afeito a entrevistas, Haneke raramente aceita expressar-se em outro idioma que não o nativo - o alemão - e rejeita sem pudor respostas a perguntas impertinentes - em especial, buscas por explicações causais, mensagens cifradas ou significados ocultos em seus filmes. Nesse sentido, o…

  • Buffaloed

    Buffaloed

    ★★★

    I'm sorry I had a dream.

  • Jumanji: The Next Level

    Jumanji: The Next Level

    ★★★

    Ao menos assumidamente um videogame. E dos bons.

  • A Rainy Day in New York

    A Rainy Day in New York

    ★★★

    Talvez a protagonista mais vazia e desinteressante de toda a filmografia de Woody Allen. E um final elitista.

  • Chicuarotes

    Chicuarotes

    ★★★

    Uma mesma figura se repete em três momentos, cada qual dotado de novas significações. Esperança, risco e desilusão: talvez assim se traduza esse tríplice gesto. De início, Cagalera (Benny Emmanuel) acende e observa um fósforo, fagulha de possibilidades jamais realizadas. Em seguida, o novo palito queima duradouramente, ameaçando levar consigo o dedo - ou os sonhos - do protagonista. Ao fim, só restam duas unidades na caixa, riscadas simultaneamente. Em poucos segundos, porém, ambas se apagam. Só sobram as cinzas.…