Guardians of the Galaxy Vol. 2 ★★★★½

In a time where we get to see a new superhero movie, at least, each month, and that everyone gets to complain but still keeps watching them, it’s expected to see the industry getting saturated with this kind of movies. It’s Marvel, DC, Fox, Sony and every other studio that manage to get the rights of some other obscure comic book that gets a live-action adaptation.

However, the money making machine that is Marvel keeps dominating the market, so it’s normal that one or two turn out to be not that good (still, better than the ones DC’s making). Fortunately, Guardians of the Galaxy is the one that surpass every single one of them in almost everything by not following the usual path that other movies tend to use in this kind of adaptations.

Truth be told, I really don’t feel any kind of saturation, since I watch many other things between these movies, and maybe that’s the main problem with the audience. They’ll obviously feel worn-out by them if the only thing they watch are superhero movies. If I only ate rice every day, I would be done with it too.

But even if all they ate was rice, Guardians of the Galaxy is the perfect break. In this intergalactic adventure, we’re guided by humor and love, which is the perfect contrast with the more serious tone of titles like Iron Man, Captain America or even Avengers, just to name a few that are part of the Marvel Cinematic Universe. Maybe Ant-Man is the exception, but the movie didn’t know exactly what it wanted to be and it ended up being too formulaic, its only purpose was to let us know about new characters.

And if the first movie was a very welcomed surprise, since it broke the chains of what Marvel had been doing before, this time they needed to go further. We still have Star-Lord’s cockiness, Gamora still needs to learn how to relax and trust in someone else, Rocket didn’t change much and always have an answer to everyone, Drax still catches everything that goes over his head, and Groot graces us with a cuter version of himself as Baby Groot. He can disarm us with just a look.

So what’s new? The relationship between all of them evolved to something even better, new characters join them and older ones get more screen time. And even if we have a clear villain, in a way we’re used to, there’s still something more that gives the movie a different rhythm, which reminds us that the characters are still what they used to be but have grown beside each other.

This is an adventure with much more heart than its predecessor, that uses at its favor nostalgic moments. And although it is in a completely different environment from what we are accustomed to, it still manages to let us see ourselves in every character. Not only this is a side of Marvel we rarely get to see, as the studio is starting to apply this treatment to other franchises, as it seems is the case of Thor Ragnarok.

If they keep this going, as they’re starting to “clean up” their past so there’s room for new characters and stories, not only we’ll have movies in the next couple of years as we’ll be having more movies in the next couple of decades.

=== PORTUGUESE =========

Numa época em que todos os meses há, pelo menos, um filme de super-heróis e onde todos se queixam mas acabam por os ver, é normal que se comece a notar alguma saturação no mercado. É a Marvel, é a DC, a Fox, a Sony e todos os demais que conseguem comprar os direitos de mais alguma banda desenhada obscura que vai chegar ao grande ecrã.

Contudo, a máquina de fazer dinheiro que é a Marvel continua a dominar o mercado, e no meio de tantos filmes é normal que existam alguns menos bons (ainda assim, melhores que os da DC!). Felizmente, Guardians of the Galaxy é aquele que consegue superar tudo e todos nas mais variadas vertentes, não caindo, por completo, no molde já habitual neste tipo de adaptações.

Por mim falo quando digo que não sinto saturação alguma, principalmente porque pelo meio vejo outras tantas coisas, e talvez seja esse o problema do público em geral. Obviamente que se queixam de saturação se a única coisa que acompanham é só filmes de super-heróis. Eu se comesse arroz todos os dias também já estava farto.

Mas mesmo que não comam mais nada, Guardians of the Galaxy é o corte perfeito na repetição que eventualmente possam sentir. Guiado pelo humor e amor que existe nesta aventura intergaláctica, fugimos aos momentos algo mais sérios apresentados noutros títulos como Iron Man, Captain America ou mesmo nos Avengers, isto só para mencionar aqueles que fazem parte do Marvel Cinematic Universe. Ant-Man talvez seja a única excepção, mas não assumiu o que queria ser verdadeiramente, e acabou por se colar demasiado a uma fórmula já estabelecida e gasta, que teve como único intuito apresentar novas personagens.

E se o primeiro filme foi a surpresa que foi, por quebrar por completo com tudo o que a Marvel já havia feito, desta vez seria preciso ir mais além. Continuamos com o humor de Star-Lord, com a incapacidade de Gamora em relaxar e confiar verdadeiramente em alguém, a rispidez de Rocket, a “sensibilidade” de Drax e agora, em vez de Groot temos uma versão mais fofa, Baby Groot. Este último, tira-nos todas e quaisquer defesas com um só olhar.

Onde temos algo novo é na relação entre todos, em novas personagens e outras que têm mais tempo de antena. E enquanto temos um vilão mais assumido, ligeiramente dentro dos moldes habituais, existe ainda algo mais que consegue dar um ritmo diferente a este segundo volume, que nos lembra que os personagens ainda continuam a ser quem sempre foram mas que conseguiram crescer ao lado um dos outros.

Esta é uma aventura com muito mais coração do que o anterior, que pega na nostalgia de outros tempos e a reverte a seu favor. E apesar de se passar num ambiente completamente díspar do que estamos habituados, aborda temas que nos são muito próximos e que facilmente nos deixam rever em todo e qualquer personagem. E não só esta é uma vertente da Marvel que poucas vezes nos é mostrada, como a própria Marvel percebe que é também uma fórmula de sucesso que já começa a aplicar a outros franchises previamente estabelecidos, como aparenta ser o caso do novo Thor, Ragnarok.

Se assim continuarem, enquanto também vão “arrumando” com um passado ainda recente que já começa a dar lugar a novas figuras, não só teremos filmes no próximo par de anos como provavelmente os teremos no próximo par de décadas.

Marco liked these reviews