• The Rental

    The Rental

    ★★★½

    The Rental lida muito bem com um formato clássico e saturado. Sabe fazer boas escolhas e entende o que deve ser preservado e o que pode ser descartado para evitar que o filme caia em convenções cansadas e pouco criativas

  • Host

    Host

    ★★★★

    Ousado e corajoso no uso do formato, infelizmente se perde um pouco no ato final, fica preso em limitações do estilo e não encontra soluções efetivas, caindo em algumas repetições. Ainda assim muito divertido, tenso e eficaz, conseguindo fazer bastante em um escopo muito limitado

  • Victoria

    Victoria

    ★★★★½

    Forma e narrativa estabelecem um diálogo de completa sintonia aqui. A escolha do plano sequência sintetiza a trajetória da personagem, colocando o expectador como mais um corpo naquele espaço, observando tudo de uma forma quase invasiva, sem nenhum pudor.
    A história cria uma dicotomia entre a calmaria e a tempestade, sonho e a realidade, amor e ódio, confiança e medo, controle e caos....é um arco de ascensão e queda em moldes um pouco menos convencionais, dotada de um equilíbrio perfeito entre romance e crime.

  • Moneyball

    Moneyball

    ★★★★

    O que mais me agrada nesse filme é todo o subtexto construído em cima do personagem do Pitt. Em primeira instância é uma história sobre como econômicos traçaram um caminho completamente inovador para o baseball, em uma camada mais profunda e pessoal, é a história de um homem que desde sempre foi inflado por expectativas externas sobre suas supostas habilidades, e, quando colocado em confronto consigo mesmo e forçado a compreender sua realidade, perde completamente a confiança em seu julgamento pessoal, não mais conseguindo reconhecer oportunidades quando estas se materializam para ele

  • Mission: Impossible

    Mission: Impossible

    ★★★★½

    Aqui alguns elementos que depois se tornariam marcas na franquia já são pré estabelecidos, e temos sequências de ação e tensão muito bem construídas, mas esse não é o ponto alto.
    A mise en scéne que o De Palma propõe eleva o filme a outro patamar. A relação dos corpos no espaço e o olhar singular da câmera sobre eles, em momentos até aparentemente "grosseiro", estabelecem um sentimento de expressão pessoal único, e ao mesmo tempo muito sutil. Olhos treinados percebem que outros filmes de espionagem não possuem essas características que fazem de Missão impossível um filme tão único

  • Hotel by the River

    Hotel by the River

    ★★★★

    Por mais que o estilo do Sang-soo e seus temas recorrentes não me chamem muito a atenção particularmente, esse se destaca. Dos que eu vi é o que estabelece de melhor forma a relação entre o estilo próprio dele e a narrativa.
    A incomunicabilidade aqui se estende por todo o hotel e paira sobre os personagens como uma nuvem carregada, a frustração é palpável, e ao mesmo tempo tudo permeia uma sensação de trânsito.

  • Her Smell

    Her Smell

    ★★★★½

    "Promise me, Mama, when I die, have the coffin arrive half an hour late, and on the side, written in gold the letters of the words, 'sorry for the delay' "
    Existe uma dicotomia forte entre a primeira e segunda parte do filme, são quase dois filmes diferentes. Caos e ordem, confusão e paz, barulho e silêncio, escuro e claro, mas a agonia e a tensão criadas na primeira parte nunca abandonam realmente o filme. A calmaria segue até o fim permeada pela angústia de uma nova tempestade.

  • My Own Private Hell

    My Own Private Hell

    ★★★★

    Ainda que seja necessária uma grande suspensão da descrença para aceitar a volatilidade das relações, e o filme sofra de alguns engessamentos do roteiro, existe uma força muito grande aqui, e a construção é muito mais interessante que Clube dos Canibais, também de Guto Parente, que sofre com um roteiro movido por uma mensagem panfletária fraca e mal construída.

    É uma ode aos desajustados, os personagens são incríveis e o filme é permeado por uma beleza lúdica.

  • Shutter Island

    Shutter Island

    ★★★★★

    Eu tenho um apreço muito grande por Ilha do Medo por ser um dos filmes que realmente me fez amar cinema. É incrível como a história te joga, a partir do ponto de vista do personagem principal, em uma espiral conspiratória completamente perturbadora onde tudo soa como uma grande manipulação e nada é confiável, e como é aflitivo acompanhar uma pessoa presumidamente sã ser desprovida de toda a sua credibilidade, de modo que cada tentativa de se provar coerente só…

  • It's Such a Beautiful Day

    It's Such a Beautiful Day

    Gostei acho?
    Triste, intenso, confuso caótico bonito esquisito denso
    Não sei o que pensar

    Preciso rever
    Uma experiência no mínimo interessante

  • 3 A.M.

    3 A.M.

    ★★★★★

    Mise en scene e decupagem FODAS!
    Otavio Gaudencio aqui mostra que não entende só do gênero, mas que tem um dom natural para se apropriar da técnica em detrimento a narrativa

  • Central Station

    Central Station

    ★★★★★

    Central do Brasil não só é uma pérola irretocável do cinema nacional, como também tem literalmente a melhor fotografia da história do cinema, e nada vai me convencer do contrário