Anjos do Arrabalde ★★★★½

Mais do que qualquer outro filme do Reichenbach, toda relação aqui é mediada por uma violência muito bruta. Da relação entre gêneros (o estupro, o casamento, o incesto) aos espaços (a periferia, a delegacia, a casa de família, a escola), existe sempre um jogo de forças que tensiona uma hostilidade constante marcada pelo sangue. Até mesmo a escola é palco de um suicídio. O único laço de paz acontece entre as mulheres professoras, um mote de esperança concretizado não só por um senso de sobrevivência, mas revelador no ato de educar e formar o próximo.

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