Goodbye First Love ★★★★

É um filme bem mais consciente do seu método do que o “Tout est pardonné” (2007). Até porque de alguma forma ela acaba fazendo dessa questão da elipse o próprio tema da obra. Mas nem por isso soa mecânico. A Hansen-Løve caracteriza tão bem o entorno dessa história, os espaços, as situações, as incertezas das escolhas da personagem, que isso acaba ficando tão ou até mais interessante do que o caso de amor em si. Definitivamente uma das cineastas que melhor trabalha com o cotidiano como esse lugar revelador, que em pequenos gestos e menções transparece toda uma trajetória de vida.