To Live and Die in L.A. ★★★★★

Se o Arthur Omar dirigisse um filme policial seria bem próximo disso aqui. Filme rejeita qualquer elemento sedutor de uma tradição de gênero e está interessado mesmo num realismo plástico que não abre concessões. Toda a narrativa funciona na base de um impacto pictórico (os close-ups grotescos, a caracterização dos personagens e dos espaços/cidade) que reforça um niilismo que vai muito além do plot em si (uma tragédia impiedosa como poucas) já que ele é incrédulo com a própria noção formal e dramática do “bom suspense”. Talvez o último filme de vanguarda: renega as formas e os artifícios de um método (em plena década de releituras e excessos estilísticos) afim de subverter suas dinâmicas a uma simplicidade muito radical.

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