Blue Is the Warmest Color ★½

This review may contain spoilers. I can handle the truth.

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Azul é a cor mais quente é um filme que mostra um período da vida de Adèle, os erros e acertos da garota, as experiências e tal. O título original, uma clara referência a um livro que ela está lendo no começo do filme (La Via de Marienne) pode ter muito a dizer sobre a trama.

Se tem uma coisa interessante nesse filme, é o uso das cores como signos. O Azul representa a sexualidade da Adèle da mesma forma que o Laranja representa a morte em O Poderoso Chefão.

Desde a cor dos cabelos de Emma, que chamam a atenção de Adèle na rua e mexem com ela a ponto de ter sonhos mais íntimos mesmo sem saber o nome da estranha, até a cor das unhas da primeira garota que beija Adèle no colégio, o Azul está sempre lá. No começo é tímido, mas depois que as duas começam seu romance, ele está em todo lugar.

[spoiler]

E quando Emma tira o azul dos cabelos, começa a levar sua carreira mais a sério, as coisas começam a desandar. Depois, vemos a inserção do Vermelho na trama, nas pinturas de Emma, nas roupas que ela começa a usar. Mas Adèle ainda está vivendo o passado dela, e não supera as perdas. Isso fica claro na cor das roupas que usa. Se ela tivesse superado o amor por Emma, não teria usado azul o tempo todo.

Achei isso bacana, mas as três horas foram arrastadas pela quantidade de cenas desnecessárias (e não falo do sexo). Pra mim a personagem não evoluiu, não se encontrou de verdade. Para os objetivos que foram traçados, não vi o atingimento.