Spider-Man: No Way Home

Spider-Man: No Way Home ★★★★½

Tom Holland "finalmente" se tornou o Homem-Aranha. Não sinto mais falta dos anteriores.
Sabe, meu conflito com essa versão sempre foi pelo seu excesso de "pureza". Nosso Peter é muito inocente, não passa por traumas que moldaram as experiências de seus antecessores. Não tem um tio Ben, nem um amigo Harry lunático. Não tem uma Mary Jane. É tudo muito simples na vida dele.
O que me fez me identificar com o Peter Parker de outras versões é que ele é pobre, traumatizado, com problemas amorosos. Um cara normal que combate o crime. Mas a versão de Tom Holland, além de bem mais juvenil, vive à sombra dos Vingadores e de Tony Stark. Por essas e outras nunca senti firmeza nesse Peter, apesar de gostar dos filmes. Pra mim, nunca era uma versão definitiva, o outro sempre era melhor. Para alguns, Tobey, para outros, Andrew. Até chegar esse.
Com uma baita ajuda da Sony, a Marvel acerta demais em exigir mais do herói. Não pra menos, ele só cresceu quando verdadeiros vilões apareceram na vida dele. O desafio dele deixou de ser o baile e virou o Octopus de Alfred Molina e o Duende de Willem Dafoe, em atuação FANTÁSTICA. Vivi um sonho de criança ao ver esses caras nas telonas, e nem tive reação, diferente da meninada que ainda estava no útero nessa época.
Ao sofrer tanto na mão desses e de outros caras, esse Homem-Aranha finalmente sai das asas do Nick Fury e vira O HOMEM ARANHA. Do Tom Holland. Eu posso morrer em paz.

Lucas liked this review