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  • Pacarrete

    Pacarrete

    ★★★★

    Esse filme pra mim tem sabor de infância.

    Eu já morei em duas cidades pequenas, no interior do nordeste, e Pacarrete representa pra mim cada vizinha “louca”  que eu tive. E olha que foram muitas! Eu consigo me lembrar de pelo menos 4!! Quando criança eu sempre tinha curiosidade em saber a história daquelas pessoas e foi lindo ver isso nesse filme! Uma bela homenagem pra essa gente “louca” que sobrevive nesse Brasil.   

    Pacarrete é uma professora de dança…

  • Breathe

    Breathe

    ★★★★

    Nossa! 
    Preciso começar dizendo que Melanie Laurent fez um excelente trabalho na direção aqui. Uma execução segura e cheia de personalidade. A estética desse filme é pura arte. Delicado, quanto tem que ser. Forte, quando tem que ser.

    Dito isso, podemos falar da atuação das duas personagens centrais? Josephine e, principalmente, Lou.. que entrega. Duas personagens fortes, incrivelmente bem construídas, cheias de nuances e singularidades. Ao mesmo tempo que tão diferentes, tão iguais (imaturas em vários aspectos).

    Eu confesso que…

  • How to Steal a Million

    How to Steal a Million

    ★★★★

    Um filme de assalto / comédia romântica tão charmosa quanto o esperado para a época! Somente os anos 60 conseguiriam a proeza de um filme tão cheio de classe e estilo, mantendo tamanha qualidade narrativa e interesse em tela. Hard to explain, mas eu passei o filme tentando imaginar o besteirol que esse filme poderia ser considerado se feito 4 décadas depois.

    Audrey Hepburn e Peter O'Toole encantam com tanta química em tela, enquanto planejam roubar uma estátua de um…

  • An Impossible Love

    An Impossible Love

    ★★★½

    É um bom filme, um drama bem-feito e consistente, porém mais longo do que deveria. Ponto alto para as atuações e para o desenvolvimento dos personagens.

    A vilania do personagem masculino central é de uma perversidade tão sutil quanto assustadoramente realista. Você sente as ações dele pelas suas consequências, não por serem explicitamente retratadas. 

    Enquanto espectador eu me senti tão envolvido nessa história, que foi difícil assumir que gostei do filme! Parecia que pessoalmente eu não poderia gostar daquela história…

  • Grease

    Grease

    ★★★½

    Um clássico muito água com açúcar! Contado através de um musical modesto, mas com uma narrativa cativante e bem construída (apesar de clichê).

  • False Confessions

    False Confessions

    ★★

    Acho que coloquei expectativa demais! Isabelle Huppert e Louis Garrel juntos, achei que seria incrível, mas essa adaptação é sofrível. Os dois atores não parecem confortável em cena, a dinâmica da casa parece confusa e até a ambientação me pareceu de uma escolha pobre. Pobre demais pra uma viúva rica.

  • Pain and Glory

    Pain and Glory

    ★★★★½

    Sou fã confesso do cinema de Almodovar. Exergo poesia nos filmes do diretor e com “Dor e Glória” não foi diferente. A forma visceral como o diretor se expõe nessa película me encantou, mais uma vez.

    A forma como a direção de arte foi trabalhada é pura história!! Muitas cores na vida adulta - denotando toda sua experiência de vida; ao mesmo tempo em que o ‘branco’ demostra sua inocência na infância, que é perdida numa cena que se inicia…

  • Dial M for Murder

    Dial M for Murder

    ★★★★

    O mestre Hitchcock mostrando que um filme não precisa de muito quando se tem um bom roteiro em mãos: o filme se passa, quase todo, numa única locação e isso é mais do que o suficiente! Os personagens são todos muito bem construídos, desde o marido, um vilão sem escrúpulos, até a vítima de toda a história, a talentosa Grace Kelly, em mais uma magistral parceria com Hitchcock, que embora não entregue seu melhor filme, acerta nos momentos de suspense e no visual classudo de meados dos anos 50.

  • The Night Eats the World

    The Night Eats the World

    ★★★½

    Melancólico, completamente atípico, mas interessante. Um filme sobre solidão, confinamento, loucura e sobrevivência. A parte inusitada é que a narrativa se passa, sem muitas explicações, numa Paris infestada por zumbis. O fato de não ter uma explicação lógica para essa ambientação só deixa mais claro que o filme não é sobre zumbis, mas sim um ensaio humano sobre a sobrevivência solitária num ambiente inóspito.

  • Jojo Rabbit

    Jojo Rabbit

    ★★★★

    Surpreendentemente bom! O filme conseguiu introduzir uma narrativa leve em meio a momento tão sombrio da história mundial. Todo o elenco é maravilhoso, mas o garotinho que interpreta Jojo é um show à parte! Que acerto.

    “let everything happen to you
    beauty and terror
    just keep going
    no feeling is final”
    ― rainer maria rilke

  • Belle de Jour

    Belle de Jour

    ★★★½

    Catherine Deneuve belíssima, numa atuação que lhe rendeu uma indicação ao BAFTA em 1969! O filme começa bem, se perde ao tentar desenvolver uma história mais complexa do que a demanda. A exploração dos desejos mais obscuros de Belle as vezes se perde no imenso vazio da sua vida pessoal. Mas deve ter sido revolucionário, o lançamento desse filme, que mostra o ponto de vista feminino de uma ação comumente banalizada entre homens (a traição carnal), numa sociedade machista.

  • Night Tide

    Night Tide

    ★★★½

    A sinopse promete um terror, mas entrega um filme de romance esquisito, com pitadas sobrenatural de um “thriller noir”. Não deixa de ser cativante e chega a envolver o espectador de uma maneira bem peculiar.