La Notte

La Notte ★★★★★

Yasujiro Ozu, já nas décadas de 1930 e 40 havia compreendido a importância dos espaços vazios no que tange a manipulação do tempo. A transição de planos e cenas ganharia um novo significado desde então.

Michelângelo Antonioni absorve esses espaços vazios narrativamente de uma forma única. Faz questão de expor um supostamente inútil e assim promover uma aparente desdramatização. 

Da desdramatização, porém, consolida sua dramatização. Da redução, cria o impacto.