• Stranger on Horseback

    Stranger on Horseback

    ★★★★★

    O processo de colorização do filme (Ansco Color) é uma das coisas mais estranhas e fascinantes. O Tourneur odiou o resultado. Segundo o próprio: It was quite ugly; a flat color, with no relief, a kind of grisaille. Tendo a discordar, pelo menos no que diz respeito a cópia que pude assistir (um DVDrip estranhíssimo). A instabilidade do Ansco Color, as suas mudanças repentinas de tons (até mesmo dentro do mesmo plano), os cross-fades que alteram completamente o aspecto dos…

  • Appointment in Honduras

    Appointment in Honduras

    ★★★★★

    Se há algo mais bonito do que a mata fechada nesse filme, desconheço.

  • Way of a Gaucho

    Way of a Gaucho

    ★★★★★

    O cinema de Jacques Tourneur é certamente o cinema do invisível, mas de um invisível que se lê e que se desenha sobre o próprio tecido da tela: os traços estão lá, as impressões, e as sombras, e basta, no seu pequeno fora de campo passional e pessoal, saber não vendar os olhos; basta saber não vendar os olhos diante da persistência do real, das manchas do real que são as marcas efetivas na tela de uma experiência única do…

  • Stars in My Crown

    Stars in My Crown

    ★★★★★

    Seu cinema repousa sobre a crença no invisível, que começa por se identificar ao espaço e aos sons em off para atrair até ele a linguagem supostamente pertencente ao reino dos mortos, aos fantasmas, ao além, e que o cinema é capaz de fazer dialogar com o visível, com os limites do quadro e com uma certa familiaridade psicológica exprimida pelos atores. Jacques Tourneur fundou seu cinema sobre esta troca que era para ele coisa natural, e na qual chegaram no fim de suas vidas Dreyer, Fritz Lang e Mizoguchi.

    Jean-Claude Biette

  • Easy Living

    Easy Living

    O filme parece que vai ser bom em vários momentos, principalmente no que diz respeito ao retrato das relações amorosas (por favor, esqueça o futebol americano), mas é justamente aí que tudo começa a desabar. Não há nenhuma profundidade no triângulo amoroso; não há nenhum motivo forte o bastante que justifique as ações das personagens de Victor Mature e Lizabeth Scott nos últimos 5 minutos de filme (é impossível não odiar a personagem de Mature depois que o filme termina).…

  • Berlin Express

    Berlin Express

    ★★★★★

    This review may contain spoilers. I can handle the truth.

    A trama de espionagem mais rocambolesca possível no meio das ruínas da Europa. É muito curioso como esse filme é notadamente marcado por coincidências constantes: por exemplo, quando Merle Oberon e Robert Ryan descobrem o paradeiro de Paul Lukas por conta do tamanho do cigarro que uma moça fumava num cabaré; quando, de volta ao Berlin Express, Robert Ryan consegue impedir o assassinato de Lukas, no clímax do filme, por um trem posicionar-se ao lado e refletir a imagem da…

  • Days of Glory

    Days of Glory

    ★★★★

    It was a pleasure for me because I did with them everything I wanted, exactly as with clay.

    Jacques Tourneur sobre trabalhar com o inexperiente Gregory Peck e a dançarina Tamara Toumanova.

  • Come and Go

    Come and Go

    ★★★★★

    Sempre me surpreendi com a quantidade de velhinhos nos autocarros de Lisboa. É maravilhoso ver esse filme e perceber que João Vuvu é só mais um deles, a ir e a voltar indefinidamente...

    E no final das contas o mito está refletido nos olhos azuis de João César Monteiro.

  • The Satin Slipper

    The Satin Slipper

    ★★★★★

    “Há o caso de Eisenstein, que começou como encenador de teatro e quis fazer uma cena onde introduzia uma projeção de cinema numa tela colocada na peça de teatro. Então convidou Dziga Vertov para fazer essa cena, mas este não quis fazê-la, Eisenstein viu-se obrigado a fazer ele mesmo a cena que pretendia, e este foi, em boa hora, o início de sua carreira cinematográfica.“

    *

    A 3a edição da Revista Limite já está disponível.

  • Samson and Delilah

    Samson and Delilah

    ★★★★★

    Aprendendo a encerrar um filme com o Sr. DeMille: faz tempo que eu não vejo um final como os últimos 30 minutos desse aqui.

    Deslumbrante, estonteante, impressionante, etc.

  • Doctors Don't Tell

    Doctors Don't Tell

    I detest this film; it’s my worst.

    Jacques Tourneur

    *

    Acho sempre interessante assistir filmes ruins de diretores que admiro. Me parece que, de alguma forma, ter noção das falhas de um grande diretor é tão importante quanto ter noção de seus sucessos.

    Doctors Don't Tell é, dos que assisti, o pior filme de Tourneur, de longe. A desconjuntura aqui é total: a transição entre gêneros (comédia, gângster, filme de médico, romance) é completamente arbitrária; há dois números musicais completamente…

  • What Do You Think?

    What Do You Think?

    ★★★★

    If the clumsy fingers of mortal man can concoct a contraption of metal and glass and wire that will pluck out of the thin air words that were tossed into the sky many miles away, by a purely mechanical apparatus, why is it impossible to believe that the unfathomable machinery of a mother’s love could send a message to such a delicately sensitive receiver as the brain of an adoring son?

    Dos curtas realizados por Jacques Tourneur para a MGM…