Salut les Cubains ★★★★

Há cinco anos:

O melhor aspecto deste documentário é a assunção, por parte da diretora e roteirista, de que a sua apreensão da Revolução Cubana é romântica: tal elemento explica muito do tom exótico-laudatório da maravilhosa narração de Michel Picolli bem como das montagens fotográficas com artistas, políticos e personalidades locais. Um documento preciosíssimo e, claro, poético! (WPC>)



Hoje:


Na revisão, fiquei incomodado com o que tacham de "obliqüidade advinda do não-lugar de fala", o que se resolve muito bem com o que enfatizei no comentário anterior: ao assumir o romantismo de sua apreensão, enquanto turista, das condições fascinantes da cultura cubana. Entretanto, enquanto mulher européia, ela trata aspectos tipicamente latino-americanos com um deslumbramento exacerbado, que soa indulgente em relação ao machismo local e outras situações incômodas. Mas isto é secundário: o aspecto ensaístico é que se destaca enfaticamente no filme. O desfecho no ICAIC é belíssimo! (WPC>)