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  • Good Manners

    Good Manners

    ★★★★½

    É muito fascinante, para além de toda a atmosfera em torno do horror e do suspense criadas aqui, ensaiada mais cautelosamente na primeira metade do filme – e que ganha mais força na segunda –, perceber como o longa também constrói, com muito cuidado, a relação entre as duas mulheres, presas cada qual em sua solidão. O filme coloca o mesmo peso sobre as duas realidades que se entrecruzam, e faz surgir dali um inusitado estreitamento de laços. Mas o…

  • Manifesto

    Manifesto

    Uma nulidade tamanha que se vende com o slogan “Cate Blanchett interpretando 13 personagens distintos”. Um esforço enorme de produção e energia (e de maquiagem também) para “traduzir” manifestos artísticos importantes na História da vida humana que o filme só pincela e ainda faz questão de se regozijar pelo conceito visual criado, fingindo que não precisa ir onde mais importa: na discussão sobre os princípios da arte. O tipo de filme imperdoável, esse que tem bala na agulha (Cate Blanchett no elenco fazendo uma dúzia de personagens, ora bolas!), mas não diz absolutamente nada sobre aquilo que pretende se debruçar. Um nada.

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  • Come and See

    Come and See

    ★★★★★

    Não sei por que demorei tanto pra ver, sendo tão bem quisto e apontado por aí como obra-prima e filme definitivo sobre os horrores de uma guerra. Mas nada te prepara para o nível de perturbação que o jovem protagonista sente ao se deparar com a crueldade no meio do conflito, entrando nele quase que por acaso, quase que como de brincadeira. É mesmo difícil tentar expressar a potência do que as imagens representam em termos de tradução do horror…

  • A Lake

    A Lake

    ★★★★

    Se de início dá a impressão de ser deliberadamente hermético, logo o filme vai dando suas cartas, apresentando um microcosmo muito particular em que vive uma família isolada no mundo. A trama, aos poucos, vai se tornando objetiva e a mais simples possível, dando a compreender, com muita precisão, o acender dos conflitos e o comportamento dos personagens – nesse sentido, me lembra muito o mesmo gesto narrativo de Eugène Green em O Filho de Joseph em que a propensão…