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  • Comeback

    Comeback

    ★★★½

    Curioso como um filme vendido como espécie de revisita ao western mostra-se mais introspectivo do que parece à primeira vista. É uma bela surpresa por também desenhar tão bem e sem pressa os desígnios que movem e (re)alimentam esse homem. Nelson Xavier, sempre plácido, evoca o melhor da concisão e da firmeza em pequenos gestos e olhares, senhor total do filme. É ao mesmo retorno e despedida.

  • Real - O Plano por Trás da História

    Real - O Plano por Trás da História

    ★½

    Ideologicamente poderia ser mais partidarista (leia-se “cara de pau”), mas tenta ao menos relativizar os lados, só que sem sutileza nenhuma, o que o faz atirar para muitas direções e corre o risco de se autossabotar facilmente. Como cinema é uma lástima, em muitos sentidos. Além das origens do filme serem nebulosas, convenhamos, o cinema brasileiro não tem tradição e tem dificuldades muito grandes em representar nas telas sua história recente, os meandros políticos que ajudam a entender a formação do país de hoje. Junta com a vontade de ser "provocador" aí dá nisso aqui.

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  • Under the Shadow

    Under the Shadow

    ★★★

    Interessante revisão histórica que passa pela Revolução Iraniana e encontra o Irã em vias de guerra com o Iraque, tudo isso via trama de terror. Curiosa associação, apesar do diretor não se decidir, até boa parte do filme, se investe no comentário político ou se assume de vez o caráter fabular que carrega na trama. No final faz boa escolha, mas o filme como um todo ainda se mostra refém de certos artifícios das marcas do gênero (sustos, aparições inexplicáveis, vultos e coisas que somem dentro de casa), um tanto já desgastadas.

  • Come and See

    Come and See

    ★★★★★

    Não sei por que demorei tanto pra ver, sendo tão bem quisto e apontado por aí como obra-prima e filme definitivo sobre os horrores de uma guerra. Mas nada te prepara para o nível de perturbação que o jovem protagonista sente ao se deparar com a crueldade no meio do conflito, entrando nele quase que por acaso, quase que como de brincadeira. É mesmo difícil tentar expressar a potência do que as imagens representam em termos de tradução do horror…