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  • The Woman Who Ran
  • Sex Is Comedy
  • Sem Essa, Aranha
  • Céline and Julie Go Boating

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  • Brief Crossing

    ★★★★★

  • Both Sides of the Blade

    ★★★★

  • Nope

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  • Home of the Brave

    ★★★★★

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  • Brief Crossing

    Brief Crossing

    A questão do cinema de Catherine Breillat é a verdade do corpo (possivelmente ridícula, por vezes abjeta e também bela) vista em paralelo com a vontade do texto como verdade do corpo disfarçada. Aqui a cineasta fermenta o que ela viria a consolidar na obra prima "Sex is Comedy", filme tese de investigação do desejo da mulher, da mulher artista e na representação dele em disputas de poder sensuais, ou que ela instrumentaliza sensualmente.
    Não consigo parar de pensar em…

  • Both Sides of the Blade

    Both Sides of the Blade

    Claire Denis entende de acúmulo, da corporeidade e cinética de desejo interditado, como boa leitora de Genet. Entende também das formas que esse desejo assume quando ele se torna possível. Fiquei meio zonza e ainda não recuperada de todo o caminho que leva até o encontro de Sara com François, não por acaso Binoche e Colin, duas aparências desejantes, dois seres com muita água na boca. Fiquei zonza pela consciência de Denis e também pelos close-up que acho que só consigo gostar de ver nos filmes dela. Que bom poder ver um filme sensual como esse!

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  • Nope

    Nope

    OJ é um herói clássico de rosto entristecido pela vida e dotado uma cinética própria que se alinha a do amado cavalo Lucky, também ator, também de uma dignidade pictórica e cinematográfica evidente.
    OJ é irmão de Emerald. OJ e Emerald se viram e treinam cavalos para filmes de Hollywood em uma longa herança familiar que relaciona homens e cavalos. Inferimos que ambos lidam com mais de um luto e que a partir disso cada um foi e vai em…

  • On the Beach at Night Alone

    On the Beach at Night Alone

    Hong Sang Soo viveu um dos lados dessa história. Inventou a solidão do outro. Um canalha. Um acerto de contas amoroso em público é o que ele merece. A exposição dentro da exposição que já é o próprio filme. O diretor. A atriz. Ela tem nome, ela experimenta, sonha com outra vida, abandona, confronta. Younghee. Que personagem é essa? Imensa. Quanta dignidade! Dela e das que a fortalecem em seu caminho. O homem, os homens, diante de todas essas que HSS filmou viraram quase nada. Uma espécie "sem disposição pra luta", como diria Rimbaud. Que filme! Um grande feito em 2017. Exposição radical. Filme radical. Obra-prima.