Tiago has written 20 reviews for films during 2018.

  • Fata Morgana

    Fata Morgana

    ★★½

    O filme tem 70 minutos, mas nao acontece muita coisa e ai fica foda. Nos dois últimos atos até rolam algumas coisas interessantes, mas bem desconexas. Da pra ver o Herzog pegando um senso de como capturar a natureza, algo essencial na filmografia dele. Mas nada muito além disso.

  • On the Silver Globe

    On the Silver Globe

    ★★★½

    O Żuławski nao tem pudor nenhum pra criar as imagens mais fora deste mundo possíveis. Uma pena o filme nao estar completo.

  • Louder Than Bombs

    Louder Than Bombs

    ★★★★

    Consegue ser bem competente na hora de transitar entre os personagens, intercalando histórias e momentos que conseguem destacar o mundo e os conflitos internos experienciados por cada um. Essa variação é bem engenhosa e consegue visualmente passar como a percepção de cada um dos eventos que ocorrem é proveniente de perpectiva tendenciosa do personagem.
    Nesse sentido ele atinge grandes profundidades com as vidas retratadas aqui, depositando grande peso nos gestos e nas impressões de distanciamento, e até de comportamentos estranhos.…

  • 24 Frames

    24 Frames

    ★★★★★

    Desvenda o jogo da ideia da fotografia como análogo perfeito do real e completa em si, explorando todo o invólucro que esta contido nelas e nas pinturas. O mundo sentirá falta de mais filmes do mestre Kiarostami.

  • The Ballad of Buster Scruggs

    The Ballad of Buster Scruggs

    ★★★★

    Pensando a filmografia dos Coens, acho que eles estão ainda em um certo auge criativo, conseguindo ser sagazes inovando na forma e até nas propostas que apresentam. Essa sequência de episódios pitorescos do velho oeste ta espetacular. Cada história cabendo em si, com os persongens bizarros preenchendo suas partes das curtas histórias insusitadamente e sem demorar a estabelecer a atmosfera e direção tomada por cada uma.
    A comédia pra mim acerta na maioria das vezes, seja ela com os diálogos…

  • The Telescope of Time

    The Telescope of Time

    ★★★½

    O filme tem um lance com espelhos que simplesmente não funciona. Mas acho que so por encapsular a voz do Alceu Valença pra mim ja vale, mostrando força mesmo nos momentos oníricos e ate na direção. A exploração desse reviver atráves da arte é bem executada também.

  • Wildlife

    Wildlife

    ★★★½

    Gostei muito dos temas de necessidades que são criadas por um sistema e consomem a vida das pessoas. A cena inicial, com o personagem do Gyllenhaal lustrando a bota de ricos golfistas, demonstra muito bem a verdadeira submissão que ele enfrenta para poder sustentar sua família. A partir dai, as concessões que ele tem que fazer se propagam pra sua esposa e filho, assim como a depressão que o aflige vai lentamente chegando neles, gerando imenso desconforto e criando distâncias irreparáveis entre as pessoas.

  • Amazônia Groove

    Amazônia Groove

    ★★★★

    Sensacionais histórias e sons do norte do grande Brazil. Um mapeamento da grande riqueza cultural que reverbera os ares das ruas, das florestas e da vida das pessoas que lá vivem. Muitos ritmos e contos de tristezas e esperança compõe os depoimentos dos talentosíssimos artistas, que vão desde hilários até gritos de uma rica expressão que se molda a personalidade de cada um.
    Alguns especialistas também acrescentam sobre a musica regionalista. Em toda a variedade de cores e artistas que são mostrados, o que é uníssono entre todos é a vontade de levar alegria para o mundo através da mágica da música.

  • Grass

    Grass

    ★★★½

    Me chamou atenção a cena da subida e descida das escadas, tem algo estranhamente catártico ali. Como é usual nos filmes do Sang-soo, uma cena com dimensão etílica aparece e é bem divertida.

  • Tungstênio

    Tungstênio

    ★★★½

    Muita porrada e tensão, com uma câmera livre que se movimenta incessantemente numa verdadeira explosão de cores. Não tem muita substância, mas por ser baseado em uma HQ eu entendo ele priorizar um certo exercício de estilo.

  • Sorry to Bother You

    Sorry to Bother You

    ★★★★½

    Tem uma pegada satírica bem They Live, com os olhos abertos prum mundo fudido cheio de opressão. Os personagens são fantásticos e é cheio de cenas hilárias. O roteiro gira em torno do questionamento de quais são, de fato, as necessidades básicas do ser humano, e em como um sistema pode as explorar e deformar.

  • Born to Be Blue

    Born to Be Blue

    ★★★½

    Tratando-se de um biópico, consegue até ser bem inteligente. O roteiro escolhe o momento certo da vida do Chet, contando uma história de recomeços e superação sem deixar de lado os defeitos e a natureza imprevisível e explosiva de um viciado em heroína. Com compassos pontua-se a melancolia e aflição de um músico disposto a tudo para se reerguer e ser um dos melhores que a história ja viu.