12 Years a Slave ★★★★½

Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um negro livre nos Estados Unidos em 1841, que sustenta esposa e filhos trabalhando em carpintaria e tocando violino, até que é enganado, sequestrado e vendido como escravo para fazendas sulistas. Seu primeiro patrão, William Ford (Benedict Cumberbatch) é um bom homem e até o presenteia com um violino, mas Solomon se desentende com o funcionário John Tibeats (Paul Dano) e Ford o vende para protegê-lo. Então Solomon se torna propriedade de Edwin Epps (Michael Fassbender), um fazendeiro cruel que estupra frequentemente a escrava Patsey (Lupita Nyong'o), que ainda é humilhada pela esposa ciumenta (Sarah Paulson).
A história verídica de Solomon Northup é uma pequena amostra do quão cruel foi a escravidão nos Estados Unidos, e contá-la em um longa metragem que venceu o Oscar é um ato de extrema importância para conscientizar as pessoas do passado do país. O roteiro de John Ridley, concretizado de maneira segura por Steve McQueen, poderia ter alguns minutos a menos, mas este é um mero detalhe diante da eficácia da narrativa, que, apesar de enfocar várias etapas, jamais soa episódica.
Chiwetel Ejiofor apresenta a atuação da sua vida, e seria capaz de segurar sozinho a força dramática da narrativa. Mas Fassbender e Nyong'o estão lá para reforçar o drama. A garota é uma revelação e o ator alemão, presente nos três longas de McQueen, já é sabidamente bom ator. Mas o destaque fica mesmo para o protagonista, que representa bem o desespero de Northup e o fato de jamais ter desistido de voltar pra sua família.

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