Dallas Buyers Club ★★★½

Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é um eletricista que repentinamente se descobre com AIDS em meados dos anos 80. Após descobrir que o FDA (órgão americano responsável por regulamentar remédios) não se decidiu ainda sobre liberar o uso de drogas que aliviem a doença, como o AZT, Ron decide arrumar as drogas de forma ilícita, e começa ao lado do também portador Rayon (Jared Leto) um negócio de contrabando para ajudar os doentes e se sustentar, de certa forma acobertado pela médica Eve Saks (Jennifer Garner).
A história verídica de Woodroof teve seu roteiro escrito há 20 anos e só agora o diretor Jean-Marc Vallée assumiu o projeto. Rayon é um personagem fictício inspirado em vários travestis e homossexuais que passaram pela vida de Ron. O longa sofre um pouco com o ritmo e talvez seu roteiro fosse beneficiado por alguma situação mais climática no final do segundo ato. Mas no geral, o papel de contar a história da regulação dos medicamentos contra AIDS é bem realizado. Aliás, o documentário How to Survive a Plague, indicado ao Oscar em 2013, trata da mesma temática com eficácia.
O grande mérito mesmo de Clube de Compras Dallas é trazer Jared Leto e especialmente Matthew McConaughey em performances dignas de nota. Leto já tinha sido irrepreensível em Réquiem para um Sonho antes e neste longa repete o nível. Mas McConaughey está impressionante! A transformação física (o ator perdeu 21 Kg) choca o espectador e o trabalho do ator, desde o sotaque aos olhares e principalmente a postura, mereceu todos os prêmios recebidos.

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