Frida ★★★★

Frida Kahlo (Salma Hayek) é uma mexicana baixinha nos anos 20 com talento para a pintura e que acaba se envolvendo com o pintor Diego Rivera (Alfred Molina), e passa a vida pintando e lidando com as consequências de um acidente de ônibus que sofreu aos 18 anos. O casamento de Frida e Diego é complicado, pois o pintor é incapaz de ser fiel. O casal tem inclinação comunista e dá apoio a Leon Trotsky (Geoffrey Rush).

Como boa parte das cinebiografias, Frida pode ser um pouco esquemático, acompanhando fase a fase da vida da controversa pintora. Mas a intensidade de sua vida e a entrega de Hayek e Molina conferem ao projeto a energia que ele precisava para ser bem sucedido.

A fotografia de Rodrigo Prieto, a trilha sonora de Elliot Goldenthal e a maquiagem de John E. Jackson e Beatrice de Alba são excepcionais, agregados por uma direção interessante de Julie Taymor. Gosto especialmente da fotografia e sua decisão de conferir ao longa aspectos visuais que desdobram a obra de Frida aos olhos do espectador, com o auxílio de efeitos visuais.

Molina está excepcional como Rivera e merecia uma menção no Oscar, mas é mesmo Hayek que brilha, no papel da sua vida. Não à toa, a atriz mexicana lutava pelo projeto há quase 10 anos, conseguindo com a curadora dos direitos de Rivera e Kahlo o direito de uso das obras, e indo pessoalmente convidar Alfred Molina para contracenar com ela, antes mesmo de conseguir aprovação de um estúdio.

Sempre que um longa parte de um projeto pessoal, que envolve tanta paixão e dedicação, considero que merece ser visto, ainda que sua qualidade seja duvidosa, como uma forma de respeito ao trabalho intenso. E a qualidade de Frida não é duvidosa e definitivamente vale a sessão.

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