Guardians of the Galaxy ★★★★

Peter Quill (Chris Pratt) é um terráqueo vivendo como pirata independente no espaço, e rouba um orbe que atrai a atenção do seu antigo chefe e pai adotivo Yondu (Michael Rooker) e do fanático Kree Ronan, O Acusador (Lee Pace). Este último envia sua assassina Gamora (Zoe Saldana) para recuperar o tal orbe, enquanto os caçadores de recompensa Rocket Raccoon (voz e movimentos de Bradley Cooper) e a árvore humanóide Groot (voz de Vin Diesel) buscam capturar Peter. Na confusão, todos são presos. Em uma fuga da prisão, conhecem Drax, o Destruidor (Dave Bautista), que vai com eles levar o orbe para o Colecionador (Benicio Del Toro). Ronan e sua outra assassina Nebulosa (Karen Gillan) buscam encontrar essa equipe confusa, enquanto estes tentam salvar o mundo do poder que a jóia pode conferir ao Acusador. Completam o elenco Glenn Close como a líder da Tropa Nova, John C. Reilly como um dos membros da tropa e Djimon Hounson como Korath, aliado de Ronan.

A Marvel como editora de quadrinhos tem, digamos, três escalões de personagens: no primeiro, os grandes medalhões de vendas, ou seja, o Homem-Aranha, os X-Men, Wolverine em carreira solo, e em um pouco menor escala o Quarteto Fantástico e os Vingadores como equipe; no segundo escalão, o Capitão América, o Homem de Ferro, Thor, o Hulk, o Demolidor, e em menor escala o Justiceiro, o Motoqueiro Fantasma, algumas equipes obscuras do universo X, etc.; por fim, o terceiro escalão da empresa traz aqueles personagens que apenas leitores já ouviram falar, ou estão longe das páginas há muito tempo, etc. Nesse grupo estão os Guardiões da Galáxia. Com essa explicação, quero afirmar que a decisão da Marvel como estúdio de cinema de levar o grupo para as telonas foi o movimento mais ousado desde a independência como produtora de filmes. E me impressiona a confiança na equipe que tocou o projeto, fornecendo grande orçamento; e no reconhecimento do público. Os Estúdios Marvel estão mesmo transformando Hollywood.

E o longa é mesmo muito bacana! O diretor James Gunn faz um ótimo trabalho, repleto de irreverência. É uma história de origem, então além de lidar com a trama principal, o roteiro precisa unir os personagens e formar a equipe. E os objetivos são alcançados com sucesso. Claro que a história não é complexa nem tão original, mas segue bem a fórmula escolhida. As batalhas são interessantes, o lado emocional é evocado com moderado sucesso, e o humor dita o ritmo. Peter dançando ao som da sua fita cassete oitentista, Rocket sendo espertinho e Groot inocente são os grandes trunfos. Aliás, os destaques do elenco são mesmo Pratt, que cria um personagem de grande carisma; e Cooper, que faz um excepcional trabalho vocal.

Vale ainda mencionar a qualidade técnica do longa: desde a direção de arte inspirada ao elaborar cenários espaciais, aeronaves, mundos alienígenas, etc., sem deixar nada a dever para Star Wars da vida; passando por efeitos visuais arrebatadores, com destaques óbvios para Rocket e Groot, tão críveis quanto possível para um guaxinim e uma árvore falantes. A fotografia também é legal, com belas tomadas de paisagens incomuns.

Guardiões da Galáxia é um filme divertido, um dos mais diferentes da Marvel, e que prepara com sucesso o terreno para aventuras mais complexas deste time de personagens que combinam tão bem. Fiquei curioso para ver outros trabalhos do diretor James Gunn.

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