Magic in the Moonlight ★★★½

Stanley (Colin Firth) é um mágico ilusionista, especialista em revelar fraudes de supostos médiuns na Europa dos anos 20. Seu amigo mágico Howard (Simon McBurney) conta que não consegue achar falhas em uma médium americana, e convida Stanley a tentar. Assim, os dois vão para a riviera francesa, para a casa dos Catledges, cuja rica matriarca Grace (Jacki Weaver) acredita completamente na médium Sophie Baker (Emma Stone) e em sua mãe (Marcia Gay Harden). Aliás, o filho de Grace, Brice (Hamish Linklater) quer se casar com a moça. Mas quando o mágico conhece Sophie, algo muda na sua vida.

Que Woody Allen é um cético todos sabem, então desde o princípio aguardamos a revelação de que Sophie seja uma charlatã. Mas conforme o filme passa, essa descoberta não vem, e o diretor se mostra um romântico na terceira idade, pois cria com Magia ao Luar uma encantadora história de amor. Firth e Stone demonstram química desde a primeira cena, e é adorável ver os olhares que eles trocam, o flerte com piadinhas, tudo embalado pela trilha sonora e por uma bela fotografia.

Também adoráveis são os figurinos dos anos 20, especialmente os de Stone, sempre com os vestidinhos sem cintura e os chapéus da época. O elenco, aliás, está todo ótimo, e ainda conta com uma boa participação de Eileen Atkins como a esperta tia de Stanley. O roteiro é simples e previsível, mas agradável de assistir.

Magia ao Luar não é um dos filmes mais ambiciosos de Allen, nem apresenta grandes arroubos de criatividade, muito menos um roteiro impecável como de hábito. Ainda assim, representa uma experiência prazerosa por ver toda a doçura em tela e presenciar os gostosos diálogos entre Emma Stone e Colin Firth.

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