Rogue One: A Star Wars Story ★★★★

Galen Erso (Mads Mikkelsen) é forçado pelo Diretor Krennic (Ben Mendelsohn) a projetar a Estrela da Morte, a maior arma de destruição em massa do Império. Assim, sua filha Jyn Erso (Felicity Jones) é criada pelo extremista rebelde Saw Gerrera (Forest Whitaker) e eventualmente cai nas mãos da Aliança Rebelde, se vendo logo envolvida em uma tentativa de roubar os planos da arma construída por seu pai. Nessa iniciativa, ela é acompanhada pelo capitão Cassian Andor (Diego Luna), pelo androide reprogramado K-2SO (voz de Alan Tudyk), pelo piloto imperial desertor Bodhi Rook (Riz Ahmed), pelo monge guerreiro cego Chirrut Îmwe (Donnie Yen) e seu amigo guerreiro Baze (Jiang Wen), formando a nave que ganha o título de Rogue One.

Não vi nada da carreira do Gareth Edwards ainda, nem mesmo o Godzilla, então não sabia o que esperar de Rogue One. E é um longa muito eficaz, especialmente em suas cenas de ação, apesar de ter um pequeno problema de ritmo no segundo ato, que é um pouco mais lento do que deveria.

A partir daqui, tem alguns spoilers. São leves e não revelarei o (ótimo) final, mas seria melhor ler só após assistir.

A história é maravilhosa. Revelar como tudo aconteceu para que Leia começasse o Episódio IV com os planos da Estrela da Morte em mãos foi uma ideia genial. E alterou todo o significado de Uma Nova Esperança, que quero agora rever com esses novos olhos. Os detalhes de como se deu o roubo, os personagens envolvidos, tudo foi muito bem elaborado.

Porém, o roteiro tem problemas. Além da já citada queda de ritmo no segundo ato, a personagem Jyn falha em alcançar as expectativas sobre ela. Eu adorei a garota, queria saber mais sobre ela, e Jones oferece a energia e a tensão necessárias para o papel. Mas provavelmente ela foi prejudicada pela montagem do longa. Tanto faltou mais desenvolvimento, como senti ser muito abrupta a mudança dela de "tou nem aí pra causa" para "vou roubar esses planos nem que seja sozinha, mesmo sem ajuda da Aliança". Mesmo com a mensagem do seu pai... não sei. Não me convenceu. Eu acho que o filme se beneficiaria de 10 minutos extras, tanto para desenvolver melhor os personagens do grupo principal como para melhorar o ritmo do segundo ato.

Ainda assim, estes são problemas menores e Rogue One é um ótimo filme apesar deles. As aparições de Darth Vader (voz de James Earl Jones) são especialmente emocionantes. Impressiona a riqueza deste universo concebido por George Lucas. Quantos spin-offs não seria possível fazer? Eu particularmente gostaria de ver um com Obi Wan se passando entre o III e o IV também. O Ewan McGregor já afirmou que amaria retornar ao personagem.

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