Sleeping Beauty ★★★★

Nasce a princesa Aurora (voz de Mary Costa), e uma grande celebração tem início. As fadas-madrinhas Flora (Verna Felton), Fauna (Barbara Jo Allen) e Primavera (Barbara Luddy) dão presentes, mas Malévola (Eleanor Audley), uma feiticeira temida, aparece e amaldiçoa a princesa. Aos 16 anos ela espetará o dedo em uma roca de fiar e morrerá. O último presente das fadas ameniza a maldição para sono eterno até o beijo do amor verdadeiro. Ao crescer escondida na floresta e criada pelas fadas disfarçadas de humanas, Aurora se apaixona pelo Príncipe Phillip (Bill Shirley).

A história, claro, é conhecida e todos sabemos como terminará. Mas A Bela Adormecida me impressionou muito visualmente. Não pela fluidez ou pela beleza do traço, afinal estamos falando dos anos 50. Mas pelas cores! Que filme vivo! Como é belo o technicolor! Na cena inicial, os visitantes no castelo têm roupas de tons fortes e variados. Aliás, o character design é interessante, sobretudo no visual de Malévola. Esta, aliás, é uma vilã sem motivações outras que não a pura maldade! Estou curioso pra ver o futuro filme apresentando a personagem interpretada pela Angelina Jolie contando seu lado da história.

Outro ponto forte da animação é a trilha sonora. Com lindas músicas adaptadas do balé de Tchaikovsky (uma brilhante ideia, diga-se de passagem), A Bela Adormecida conta ainda com a voz impressionante de Mary Costa, que deve ter formação lírica. E Bill Shirley não fica atrás. O curioso é perceber que as três fadas são as personagens com mais tempo de tela, ou seja, de certa forma são as verdadeiras protagonistas do longa, o que pra mim é uma falha. Elas deveriam servir de alívio cômico e dar mais espaço para Aurora cantar!

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