Spotlight ★★★★

Quando o editor Marty Baron (Liev Schreiber) assume o jornal Boston Globe, ele solicita ao grupo Spotlight de sua redação que faça uma extensa pesquisa e matéria sobre escândalos de pedofilia na Igreja Católica de Boston, que podem apontar uma omissão do poderoso Cardeal Law (Len Cariou). O líder do grupo, Robby (Michael Keaton) e sua equipe composta por Mike (Mark Ruffalo), Sacha (Rachel McAdams) e Matt (Brian d'Arcy James), supervisionados por Ben Bradlee Jr. (John Slattery) realizam uma vasta investigação, passando pelo advogado de muitas vítimas Mitchell Garabedian (Stanley Tucci) e pelo advogado que acobertou a igreja no passado Eric MacLeish (Billy Crudup), até expor o que viria a ser um dos maiores escândalos da história do Vaticano.

A história contada em Spotlight, através do roteiro vencedor do Oscar de Josh Singer e do diretor Tom McCarthy, é de extrema importância, e de fato merecia ser conhecida por uma audiência mais abrangente. O script é bem-sucedido ao manter o interesse do espectador e ao fazer uso de tantos personagens sem perder o foco. Apesar disso, o filme não se beneficia do fato de que a história é conhecida e que uma pessoa mais informada já esperaria o pior.

Spotlight é um filme de elenco. Conta uma história importante, mas só é bem-sucedido porque todos os atores envolvidos na produção, desde os citados aos que fazem pequenas participações, estão igualmente engajados em contar a verdade e obter o melhor dos resultados. Talvez o destaque na lista seja mesmo Mark Ruffalo, que foi lembrado com uma indicação ao Oscar.

Foi o melhor filme de 2015? Nem de longe. Não está nem entre os melhores indicados a Melhor Filme neste ano, mas ainda assim fiquei contente com sua vitória, pela importância do tema e por tirar o prêmio das mãos de O Regresso.

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