Star Wars: The Force Awakens ★★★★½

Poe Dameron (Oscar Isaac) é o melhor piloto da Resistência, uma espécie de nova aliança rebelde, que luta contra a Primeira Ordem, uma organização formada com as cinzas do Império. A General Leia (Carrie Fisher) deseja encontrar seu irmão Luke (Mark Hamill) e Poe consegue um mapa, mas é procurado pelas forças de Kylo Ren (Adam Driver), então esconde a localização do último Jedi no andróide BB-8, que foge pelo planeta Jakku, esbarrando na saqueadora Rey (Daisy Ridley). O stormtrooper Finn (John Boyega) foge da Primeira Ordem, por discordar das ordens de seus superiores, e o destino dos dois se cruza. Eventualmente Han Solo (Harrison Ford), Chewbacca (Peter Mayhew) e a Millennium Falcon entram em cena, bem como o "hitleresco" General Hux (Domhnaal Gleeson), o misterioso Líder Supremo Snorke (Andy Serkis por captura de movimentos) e a pirata Maz Kanata (Lupita Nyong'o por captura de movimentos).

Minha primeira afirmação sobre O Despertar da Força é de que preciso revê-lo. Desde que saí da madrugadeira sessão estou refletindo sobre o longa, e considerando se deveria dar 4,5 estrelas, igualando-o a O Império Contra-Ataca ou se 5, tornando-o meu favorito da franquia. Sim, é tão bom assim. O universo de Star Wars é fascinante e pela primeira vez temos um bom diretor conduzindo o projeto (convenhamos, o Irvin Keshner é apenas razoável e o Richard Marquand nem isso).

Li muitas críticas e reviews antes de vir publicar minha opinião e a verdade é que não concordo com praticamente nenhum ponto negativo apontado por aí. Comentaram que era muito reverencial ao original de 77. Sim, é. Segue a mesma estrutura básica. Mas essa homenagem está longe de ser um problema. Pode ser menos ousada, mas é certamente uma estratégia que aumenta as probabilidades de sucesso do resultado. Também mencionaram que fica muita coisa em aberta. Ora, o J.J. Abrams criou Lost, e não chega nem perto, hehehe. Temos muitas dúvidas, mas encarei-as de forma positiva, como mais uma engrenagem no motor da ansiedade para a continuação em 2017. O único ponto negativo que eu levanto diz respeito a Finn. Adorei o personagem, mas em algumas cenas o Boyega está um pouco over. Pode ser preciosismo meu, não sei.

O respeito de Abrams pelo material clássico é o maior destaque do filme. Os personagens clássicos são tratados com a reverência que merecem, e a cada um deles que aparecia na tela a plateia da sessão enlouquecia. Ao mesmo tempo, o roteiro é impressionantemente eficaz ao construir novas figuras tão carismáticas quanto às que gostamos. Kylo Ren é um vilão tridimensional, Snorke misterioso e Hux um líder motivador e que pode ser mais bem desenvolvido. Dameron consegue se mostrar promissor no pouco espaço que tem, enquanto BB-8 é um novo favorito dos fãs. Ao passo que homenageia R2-D2, o andróide se diferencia deste por adotar um tom um pouco mais sentimental. Ainda: Finn tem um pouco de Han Solo, mas do seu próprio jeito. E como é bom ter um stormtrooper bem desenvolvido!

Mas reservo um parágrafo exclusivo para falar de Rey. Forte candidata a se tornar minha personagem favorita da série (posto atualmente ocupado por Obi-Wan), a garota é uma substituta muito superior a Luke como protagonista. Corajosa, boa guerreira, independente, amável... e interpretada pela ótima Daisy Ridley, que me surpreendeu ao construir uma personagem verossímil, e segurar muito bem os desafios, que são muitos, especialmente de não se intimidar diante do elenco de figurões. Abrams fez o que Lucas não conseguiu: achar uma boa atriz para protagonizar a nova trilogia.

A Força despertou. Na história e com os fãs. A rica mitologia da série ganha novo fôlego, e a Disney deve engordar os cofres ilimitadamente pelos próximos anos. De certa forma, é uma pena que Abrams não dirija os próximos, pela segurança de dar certo. Por outro lado, estão escolhendo diretores muito interessantes e já anseio por ver a contribuição de cada um. Que venha Rogue One e, principalmente, o Episódio VIII.

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