The Grand Budapest Hotel ★★★★½

Um jovem escritor (Jude Law) visita o Grande Hotel Budapeste em 1968, e conhece o proprietário, o milionário Zero Moustafa (F. Murray Abraham), que lhe conta sua história. O jovem Zero (Tony Revolori) trabalha como mensageiro no hotel em seu auge, em 1932, administrado pelo Concierge Gustave (Ralph Fiennes), querido por todos os hóspedes, especialmente pelas idosas senhoras que procuram seu conforto na cama. Quando uma delas, a muito rica Madame D (uma Tilda Swinton irreconhecível), morre em circunstâncias misteriosas, Gustave se vê em meio a uma briga pela herança conduzida pelo filho dela, Dmitri (Adrien Brody).

Eu continuo apreciando a carreira do Wes Anderson. Apesar de alguns afirmarem que este O Grande Hotel Budapeste não acrescenta nada à sua filmografia, e que é aquele mesmo estilo de sempre, tornando-se repetitivo, eu acredito que a história seja tão diferente de seus outros longas, que ainda agrega valor. Seus quadros continuam centralizados, seus personagens esquisitinhos, e o clima indie, mas há muitos pontos fortes a ressaltar.

Visualmente, a película é um espetáculo! Com cenários impressionantes, especialmente o hotel que dá título ao projeto, o figurino também não fica atrás. A fotografia faz sua parte, especialmente na decisão de filmar 1932 em 1:35:1, conferindo um ar nostálgico à projeção.

O roteiro também merece elogios por construir uma trama com sua dose de reviravoltas e a dose adequada do humor característico do diretor. Os personagens principais são bem construídos, com destaque para o complexo Gustave, que de certa forma se aproveita das clientes, mas é inegavelmente uma pessoa de bom coração. Este foi o primeiro trabalho de Anderson que de alguma forma me lembrou do estilo de Quentin Tarantino. Sem a violência, com menos referências cinematográficas, mas com elementos de similaridade.

Contando com ótimas atuações de Fiennes, Willem Dafoe e do novato Revolori, O Grande Hotel Budapeste traz as participações especiais habituais, como Owen Wilson, Bill Murray e Jason Schwartzman. O filme é uma aventura que flerta com o absurdo e pontua com doses de drama seu humor sarcástico, resultando em um dos destaques na filmografia do Wes Anderson.

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