The Witch ★★★★

William (Ralph Ineson), sua esposa Katherine (Kate Dickie), seus filhos Thomasin (Anya Taylor-Joy), Caleb (Harvey Scrimshaw), Jonas (Lucas Dawson), Mercy (Ellie Grainger) e um bebê são expulsos de um vilarejo puritano na Nova Inglaterra do início do Século XVII devido a uma diferença de interpretação da Bíblia. Indo morar em uma fazenda à beira de uma floresta, a família logo se vê em dificuldades devido às condições de vida do local e a uma discórdia constante que se amplia após o desaparecimento do bebê.

É de cair o queixo a informação de que o diretor Robert Eggers tem nesse o seu primeiro trabalho. Para uma estreia, é um exercício de cinema fascinante! O grande trunfo provavelmente é a construção do clima da projeção, o que se deve a um esforço conjunto do Diretor de Fotografia Jarin Blaschke, do músico Mark Korven e do roteiro do próprio Eggers, que conduz toda a equipe com segurança.

O diretor e roteirista ainda ousa ao trazer como subtexto (ok, praticamente texto) uma discussão acerca do fanatismo religioso e da alienação que isso pode causar.

O elenco oferece atuações impressionantes, especialmente a pouco conhecida Anya Taylor-Joy, cujo olhar tão marcante (evidenciado ainda mais pelo fato da garota esconder seus cabelos) seduz a atenção do espectador. Mas Ineson e Dickie (de Game of Thrones) não ficam atrás.

Muitos fãs de terror reclamaram da ausência de grandes sustos no longa. Mas seu trunfo reside justamente na tensão provocada pelo clima estabelecido na narrativa. Não sou nada fã de remakes, mas confesso ter ficado curioso ao ler que Eggers estaria trabalhando em uma nova versão de Nosferatu.

P.S.: quando posso ter um bode preto chamado Black Phillip?

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