Amer ★★½

O filme é uma aposta no poder da imagem ao empilhar uma série de planos-detalhe que reconstrói os medos de uma criança, adolescente e depois mulher. Medo da própria sexualidade, de todos que a rodeiam, de uma casa com ares assombrados.

O filme parece um curta de Kenneth Anger, com o erro de ser um longa, que empilha uma trilha sonora ruim (propositalmente) e uma simbiose de sexo e violência — além de uma homenagem ao gênero italiano Giallo. Mas filmes como "Let the Corpse tan" fizeram um trabalho melhor e mais consistente.

No fim, Amer parece mais uma provocação vazia que tem como única qualidade aplicar uma série de experimentos visuais na ambientação climática. Mas o resultado não é lá grande coisa.