• First Love

    First Love

    He was a boxer, she was a call girl, can I make it more obvious?

    Mocinhos e vilões e um mundo que só existe para possibilitar o conflito entre ambos. Muito bom quando um filme não tem problema em se reinventar para levar a história a lugares inesperados e tudo acontece em função da mais simples das premissas. Impossível ao menos não se divertir com um negócio tão leve e despretensioso.

  • Fail Safe

    Fail Safe

    O fim da humanidade causado por suas próprias mãos é inevitável. Tematicamente, o irmão austero que Dr. Strangelove tinha que ter. No fim das contas faz sentido que um filme tão burocrático fale tanto sobre burocracia.

  • To Have and Have Not

    To Have and Have Not

    O cinema foi criado basicamente pra que a gente pudesse ver imagens como o Humphrey Bogart e a Lauren Bacall trocando olhares gestos. Todo o resto é consequência.

  • The Ambulance

    The Ambulance

    Um filme de romance frenético em meio ao caos e a paranoia urbana, de um jeito que só o Larry Cohen poderia fazer. E o melhor comentário contra a privatização do sistema de saúde.

  • Domino

    Domino

    Performar como única forma de expressão em um mundo de entretenimento cada vez mais saturado do seu próprio formato. Consciente que sua função é causar uma impressão forte, pouco importa se positiva ou negativa porque o que mata nesse mercado é a apatia.

  • Miracle in Cell No. 7

    Miracle in Cell No. 7

    Via de regra, desconfie da intenção de todo e qualquer filme que tente a todo momento te dizer como se sentir enquanto o assiste.

  • The Beyond

    The Beyond

    Maravilhoso. Já começa condenado e só vai de mal a pior, sem a menor possibilidade de redenção, com o único destino final possível sendo o inferno.

  • God Told Me To

    God Told Me To

    A relação da câmera do Cohen com o espaço urbano é algo lindo de ver. Ninguém melhor que ele pra capturar a paranoia coletiva de milhares de corpos perdidos no caos de uma grande metrópole. Imagens que marcam a memória. E crente é foda mesmo, puta que pariu.

  • The Man Who Shot Liberty Valance

    The Man Who Shot Liberty Valance

    O progressismo banguela e hipócrita de uma nação que foi construída sobre um enorme cemitério sendo consolidado na burocracia estatal. Liberty Valance não é vilão...

  • Uncut Gems

    Uncut Gems

    O retrato do capital especulativo surfando na onda da recuperação econômica pós crise de 2008. Howard, como todo especulador iludido, acredita nas fábulas de mercado onde o risco alto é recompensado com um prêmio proporcional, e todas as suas ações, por mais questionáveis que possam parecer, são guiadas por essa fé. Acontece que as regras do jogo são outras e capitalismo não é religião. A melhor entre as comédias do Adam Sandler é justamente aquela onde as ações do seu personagem finalmente encontram suas devidas consequências.

  • Contact

    Contact

    O maior defeito com certeza é não ter sido contundente o suficiente, e dar brecha pro Nolan e pro Villeneuve acharem que podiam fazer as suas versões desse filme vinte anos depois. Para além disso, só é insosso mesmo.

  • The Hitcher

    The Hitcher

    Tão bom quanto o encontro entre Two-Lane Blacktop e The Texas Chainsaw Massacre pode -e deve- ser. Encontra a tensão nos espaços, não importando a sua dimensão. E sem paciência pra redenção ou pra transformar o trauma e o horror em uma jornada edificante do protagonista. É pedrada.